Cidade Ocidental volta a ser alvo para descarte de resíduos de Valparaíso
A crise na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Etapa B, em Valparaíso de Goiás, está ultrapassando as fronteiras do município e trazendo sérias consequências para Cidade Ocidental. Segundo informações de empresários do setor de limpa-fossa, os caminhões de Valparaíso já estariam despejando dejetos em estações de tratamento dentro do território ocidentalense — prática confirmada informalmente durante protestos e declarações do próprio prefeito de Valparaíso, Marcus Vinícius (MDB).
Durante uma manifestação do setor, o prefeito afirmou que a Saneago sugeriu o envio provisório dos resíduos para a estação localizada em Cidade Ocidental ou no Lago Azul, até que sejam concluídas as melhorias na estrutura da ETE local. A medida, que começou de forma silenciosa, já traz efeitos visíveis e incômodos para os moradores.
A estação de tratamento em questão fica próxima de dois importantes pontos da cidade: a Orla do Lago e o Shopping, locais bastante frequentados pela população nos fins de semana e em eventos culturais. Moradores e comerciantes da região já relatam mau cheiro constante, especialmente em dias quentes e com pouco vento.
“É inacreditável. A gente vem passear com a família, fazer caminhada, e tem que lidar com um odor insuportável. Isso está afastando as pessoas, prejudicando o comércio local e desvalorizando a região”, reclama uma moradora que costuma frequentar a Orla.
A situação traz à tona memórias amargas da década de 2010, quando Cidade Ocidental passou por algo semelhante ao ser forçada a receber o lixo urbano de Valparaíso. O episódio causou revolta, protestos e marcou a cidade negativamente por anos. Agora, o receio é que a história se repita. “Mais uma vez querem empurrar para cá o problema de gestão de outra cidade. Não somos lixão e não aceitaremos ser depósito de esgoto”, afirma um comerciante.
Até o momento, a Prefeitura de Cidade Ocidental não se pronunciou oficialmente sobre o uso das estações para esse fim. Moradores exigem respostas e providências urgentes por parte do poder público. As autoridades, o Ministério Público e os órgãos de fiscalização ambiental são pressionados para barrar qualquer tipo de acordo que permita que a cidade continue recebendo resíduos de outros municípios.
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