Doze servidores da Saneago são investigados por fraude milionária em contrato de fornecimento de água no Entorno do DF
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) investiga doze servidores da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) por suspeita de fraude em um processo licitatório para fornecimento de água potável em cidades do Entorno do Distrito Federal. De acordo com o órgão, os crimes teriam ocorrido entre 2023 e 2024 e envolvem fraude à licitação, corrupção e desvio de recursos públicos.
Segundo o MP, o contrato investigado tinha valor superior a R$ 10 milhões e foi firmado com a empresa Senda Indústria Comércio Serviços Eireli, responsável pelo fornecimento de água por meio de caminhões-pipa. A investigação apura se os funcionários foram coniventes com a não prestação do serviço, o que teria gerado enriquecimento ilícito da empresa contratada.
Na manhã desta terça-feira (24), a operação batizada de Radiador cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Águas Lindas, Cocalzinho de Goiás, Luziânia, Mimoso de Goiás, Padre Bernardo e Brasília (DF).
Os alvos da operação são:
- Danilo Caetano da Silva
- Adolfo José de Oliveira
- Rosamara de Jesus Braga Marques
- Lourival Antônio Saraiva Andrade
- Thiago Eloy da Silva
- Thony Marques Arantes
- Wilson Farias Pimenta
- Waner Ergan de Souza Oliveira
- Woguiton Vieira dos Santos
- José Joaquim Nasário
- Eldo de Souza Braga
O processo tramita em segredo de justiça, e até o momento as defesas dos investigados não foram localizadas. A Justiça também determinou o afastamento dos servidores por 180 dias, enquanto as investigações seguem conduzidas pela 3ª Promotoria de Justiça.
De acordo com o Ministério Público, dez dos doze investigados também são alvos de outra investigação, que apura desvios de recursos públicos no município de Formosa (GO), também envolvendo fraudes em licitações, uso de empresas de fachada e documentos falsos.
📄 O que diz a Saneago
Por meio de nota, a Saneago informou que não foi oficialmente intimada sobre o processo, mas ressaltou que já havia identificado irregularidades desde 2022, durante a Operação Nabucodonosor. Na época, foi aberta uma auditoria interna nos contratos de caminhões-pipa.
A companhia afirma que o contrato com a empresa citada foi rescindido em abril de 2023, e houve o bloqueio preventivo de R$ 1.095.295,38. A Saneago também destacou que vem adotando práticas rigorosas de governança, compliance e due diligence para garantir a integridade dos contratos.
“A Companhia reafirma seu compromisso com a legalidade e, como sempre, seguirá prestando os devidos esclarecimentos. Por fim, a Saneago aguarda o recebimento da notificação para novas providências”, conclui a nota.
Fonte: Jornal Opção
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