Projeto social de jiu-jitsu muda a realidade de crianças e jovens no Jardim Ingá, em Luziânia
Um projeto social instalado há quase nove anos no bairro Jardim Ingá, em Luziânia (GO), tem transformado a rotina e o futuro de dezenas de crianças e adolescentes por meio do jiu-jitsu. Criada em 2016, a iniciativa funciona dentro da Primeira Igreja Batista local e oferece aulas totalmente gratuitas de segunda a sexta-feira para mais de 60 alunos entre 7 e 18 anos.
As atividades vão muito além do tatame: unem preparo físico, ensinamentos bíblicos e ações comunitárias, com o objetivo de afastar os jovens da ociosidade, das ruas e do vício em telas.
“Nosso objetivo é oferecer novas perspectivas de vida por meio do esporte”, explica Camila Licurgo Guedes Moreira, idealizadora do projeto.
Apesar de acontecer dentro de uma igreja, o foco não é religioso, explica Camila: “Não pregamos religião, mas compartilhamos a Palavra. Queremos acolher, cuidar e ajudar a formar cidadãos com valores, disciplina e autoestima.”
As aulas são divididas por faixas etárias: crianças de 7 a 11 anos formam a turma Kids, enquanto os adolescentes integram o grupo juvenil. No mês passado, o projeto ganhou uma turma feminina, voltada a meninas a partir de 12 anos. Muitos alunos não têm condições de comprar o próprio kimono, e por isso, o projeto depende de doações e do apoio da comunidade para equipar os participantes.

Para a aluna Samara Miranda, de 15 anos, o jiu-jitsu foi um divisor de águas. “Quando entrei, me sentia frágil e insegura. Hoje vejo o jiu‑jitsu como uma terapia: aprendi a me defender, ganhei confiança e passei a encarar a vida com mais leveza.”
O projeto conta com o suporte técnico da equipe Gracie Barra de Cidade Ocidental e do professor Alain Andrade, faixa-preta com mais de 30 anos de experiência. A bicampeã brasileira Val Fernandes também participa com treinamentos e demonstrações. As aulas são conduzidas por voluntários da igreja, incluindo dois faixas-marrons e a própria Camila, atualmente faixa-azul com três graus.
“É um trabalho de fé, dedicação e amor à comunidade”, conclui Camila. “Ver cada um dos nossos alunos crescer, no tatame e na vida, é a maior recompensa.”
Com informações: Jornal Opção
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