SUS vai oferecer implante contraceptivo Implanon gratuitamente

O Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer gratuitamente o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel — conhecido como Implanon — a partir do segundo semestre de 2025. O método é considerado um dos mais eficazes na prevenção de gestações não planejadas, com duração de até três anos.

A decisão foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), e a portaria oficializando a medida deve ser publicada nos próximos dias. Após a publicação, o governo terá 180 dias para iniciar a distribuição do insumo, capacitar profissionais de saúde e organizar a implementação em todo o país.

“Esse implante é muito mais eficaz que outros métodos para prevenir a gravidez não planejada. Agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e distribuir para as Unidades Básicas de Saúde em todo o Brasil”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O investimento total será de cerca de R$ 245 milhões, com a previsão de distribuir 500 mil implantes ainda este ano e 1,8 milhão até 2026. Atualmente, o dispositivo custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada.

O que é o Implanon

O Implanon é um pequeno bastonete flexível, inserido sob a pele do braço, que libera gradualmente o hormônio etonogestrel. Ele atua impedindo a ovulação e tem eficácia de mais de 99%. Considerado um método LARC (contraceptivo reversível de longa duração), ele não depende do uso contínuo ou correto por parte da usuária, o que aumenta sua efetividade em comparação a pílulas e injetáveis.

Após três anos, o implante deve ser retirado e, se desejado, um novo pode ser colocado imediatamente. A fertilidade retorna logo após a remoção.

Impacto social e saúde pública

Além de contribuir para a prevenção da gravidez indesejada, a medida é estratégica para reduzir a mortalidade materna, especialmente entre mulheres negras. Segundo o Ministério da Saúde, a política está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e à meta de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% entre mulheres negras até 2027.

“Essa decisão chega como uma política pública para transformar vidas. Representa um avanço no fortalecimento do planejamento sexual e reprodutivo”, afirmou a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas.

Atualmente, o SUS oferece outros métodos contraceptivos como: preservativos, pílulas orais, injetáveis, DIU de cobre, laqueadura e vasectomia. Com a incorporação do Implanon, o país amplia o leque de opções de forma segura, gratuita e acessível para milhões de mulheres.

Da redação – Jornal O Grito.


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