‘Aqui não é hotel’: supervisora de hospital joga roupa de enfermeiras no chão da sala de descanso no DF

Técnicos de enfermagem que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal denunciaram à direção da unidade e ao Sindate-DF (Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem) supostas atitudes abusivas praticadas por uma supervisora contratada há menos de dois meses.

De acordo com relatos de funcionários, o episódio ocorreu durante o plantão noturno do último dia 22. A profissional teria jogado uniformes e trajes das equipes no chão, além de enviar mensagens em um grupo de WhatsApp ameaçando retirar pertences do quarto de descanso destinado aos trabalhadores.

O Sindate-DF acionou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), responsável pelo Hospital de Base, e solicitou a transferência da supervisora. “Ela foi suspensa por uma semana e já retornou ao trabalho. Pedimos que não volte ao mesmo setor, já que não será demitida. Não é viável que permaneça no mesmo ambiente”, disse a diretora do sindicato, Josy Jacob, classificando o episódio como assédio.

Em nota, o Iges-DF informou que a supervisora foi admitida no quadro no dia 6 de agosto de 2025 e está lotada no Hospital de Base há 51 dias. A instituição destacou que adotou medidas internas de apuração e aplicou sanções disciplinares cabíveis.

Segundo o instituto, a supervisora teria agido com a intenção de evitar a reserva indevida de camas, que, segundo a gestão, prejudicaria o acesso de outros profissionais ao espaço. O Iges-DF garantiu que a colaboradora segue vinculada à unidade, desempenhando suas funções sob acompanhamento. A entidade reforçou ainda o compromisso com um ambiente de trabalho pautado pelo respeito, ética e valorização dos profissionais.

Da redação – Jornal O Grito.


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