Bebês trocados em maternidade de Goiás voltarão a viver com famílias biológicas após quatro anos
A Justiça de Goiás determinou que os dois meninos trocados na maternidade de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, sejam devolvidos às famílias biológicas. As crianças, que nasceram em 15 de outubro de 2021, devem completar quatro anos neste mês, e o processo de transição será feito de forma gradual, conforme decisão judicial.
De acordo com o documento, as crianças passarão a morar com os pais biológicos durante a semana, mas continuarão convivendo com os pais socioafetivos — aqueles que as criaram desde o nascimento. O objetivo é garantir uma adaptação progressiva e preservar os vínculos afetivos já formados.
O cronograma de convivência definido pela Justiça estabelece que:
- De segunda a sexta-feira, os meninos permanecerão com os pais biológicos;
- No primeiro fim de semana do mês, ambos ficarão com Yasmin e Cláudio;
- No segundo fim de semana, com Isamara e Guilherme;
- No terceiro fim de semana, cada criança ficará separadamente com seus pais biológicos;
- No quarto fim de semana, as crianças retornarão às casas dos pais socioafetivos.
A Justiça também determinou a atualização das certidões de nascimento, que agora registram o nome de quatro responsáveis legais — dois pais e duas mães.
Troca foi descoberta após exame de DNA
A troca foi identificada após Cláudio Alves solicitar um exame de DNA, em 2024, para confirmar a paternidade do menino que criava com Yasmin Kessia da Silva, de 22 anos. O resultado indicou incompatibilidade genética com ambos, e o laboratório solicitou uma contraprova, que confirmou o erro.
Yasmin recordou que, no mesmo dia do nascimento de seu filho, outro casal também havia tido um bebê na mesma maternidade. Ela conseguiu contato com Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza por meio de um pastor. Após novos exames, foi comprovado que as crianças haviam sido trocadas.
Segundo o inquérito policial, a troca ocorreu no berçário da maternidade, onde os recém-nascidos foram levados após o parto. À época, devido às restrições da pandemia, os pais não puderam acompanhar o procedimento.
As investigações foram concluídas em dezembro de 2024, e o caso segue sob acompanhamento judicial e psicológico para garantir a adaptação das crianças e o cumprimento das determinações legais.
Da redação – Jornal O Grito.
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