Governo de Goiás implementa identificação biométrica de recém-nascidos para evitar trocas em maternidades
O governo de Goiás lançou nesta sexta-feira (10/10) o Projeto Identificação Neonatal Goiás, iniciativa inédita no Brasil que visa registrar identidade civil e biométrica de recém-nascidos ainda nas maternidades, eliminando o risco de trocas de bebês. O programa é resultado de uma parceria entre a Superintendência de Identificação Humana da Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O sistema utiliza a vinculação biométrica mãe-bebê, coletando as digitais de ambos ainda no centro cirúrgico. Antes da alta hospitalar, é realizada uma checagem para confirmar a correspondência correta entre mãe e filho, garantindo precisão e segurança no registro de identidade. Segundo o governador Ronaldo Caiado, a tecnologia oferece 100% de confiabilidade, aumentando a tranquilidade das famílias durante o parto.
“Este é um projeto inédito que transforma o registro da identidade neonatal em um ato seguro, humano e eficiente. As mães podem ter certeza de que seus filhos estão corretamente identificados”, afirmou Caiado.
A primeira-dama, Gracinha Caiado, destacou que a iniciativa coloca Goiás na vanguarda das políticas públicas de proteção à infância, unindo tecnologia e humanização.
O projeto piloto foi realizado no Hospital Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Goiânia. A primeira fase irá contemplar dez maternidades estaduais, que receberão salas equipadas para os procedimentos biométricos. As unidades que adotarem integralmente os protocolos receberão o Selo Maternidade Segura, certificando o compromisso com a proteção infantil e a qualidade do atendimento.
O secretário de Estado da Saúde, Rasível Reis, afirmou que o programa representa avanço em cidadania e dignidade, permitindo que as crianças saiam do hospital com sua identidade oficial já registrada. O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, ressaltou o esforço para viabilizar a iniciativa, enquanto o responsável pelo projeto, Dr. Webert dos Santos, destacou que a ação cumpre princípios constitucionais de proteção integral à criança e da dignidade da pessoa humana.
Da redação – Jornal O Grito.
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