Suspeitos de agiotagem e extorsão seguem presos após audiência de custódia em Luziânia

Os nove suspeitos presos na Operação “Mão de Ferro”, entre eles uma advogada, policiais militares e empresários, seguem detidos após passarem por audiência de custódia no sábado (29). A Justiça decidiu manter todas as prisões. O grupo é investigado por agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro e atuação violenta na cobrança de dívidas em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 7 milhões em dois anos, oferecendo empréstimos com juros abusivos e utilizando métodos de intimidação. Testemunhas relataram que eram ameaçadas com armas, sofriam agressões físicas e viviam sob medo constante e forte pressão psicológica.

A operação, deflagrada na sexta-feira (28), mobilizou cerca de 80 policiais civis para cumprir mais de 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão. De acordo com as investigações, foram alvos da ação o líder da quadrilha, financiadores e executores das cobranças violentas.

Imagens mostram como a quadrilha cobravam as vítimas: com ameaças, agressões, armas de fogo e até um taco de beisebol.

A polícia informou ainda que a advogada presa tinha papel estratégico dentro do esquema: além de fazer a chamada “blindagem jurídica” do grupo, também participava diretamente das cobranças às vítimas.

Os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, usura (agiotagem), extorsão, lavagem de dinheiro, entre outros. A defesa do sargento Miguel Roberto Mendonça, um dos presos, afirmou que ele é inocente e que será apresentado um pedido de habeas corpus.

Da redação – Jornal O Grito.


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