Queima de fogos com estampido marca virada do ano em Cidade Ocidental e gera críticas à falta de fiscalização
A virada do ano em Cidade Ocidental foi marcada por reclamações e indignação de moradores diante da queima de fogos de artifício com estampido, prática proibida por lei municipal aprovada neste ano. Apesar da norma em vigor, diversos relatos apontam que a proibição não foi respeitada em diferentes bairros da cidade, especialmente durante a noite do Réveillon.
Moradores utilizaram as redes sociais para relatar o impacto do barulho intenso, principalmente sobre animais domésticos. Houve registros de cães em estado de estresse, ofegantes, assustados e até fugas provocadas pelo medo causado pelos fogos. “Tive que colocar meus cachorros no quarto, estavam ofegantes e assustados. Cadê o respeito pelos moradores?”, relatou uma moradora. Outro depoimento afirma que a cachorrinha “quase sofreu a noite toda com tanto barulho de fogos”.
A legislação municipal proíbe o uso de fogos de artifício que produzam barulho, estampido ou ruído de alto impacto, permitindo apenas fogos de efeito visual ou de baixa intensidade sonora. A medida foi criada com o objetivo de proteger crianças, idosos, pessoas com sensibilidade auditiva, autistas e animais, além de promover mais empatia e convivência social.
No entanto, para muitos moradores, a lei acabou ficando apenas no papel. “Proibido, mas foi o que mais teve aqui na cidade. O povo não tá nem aí pra nada”, comentou outro cidadão. As críticas se concentram principalmente na falta de fiscalização e na ausência de punições efetivas, o que, segundo a população, estimula o descumprimento da norma.

Diante da situação, moradores cobram ações mais firmes do poder público, incluindo fiscalização durante datas comemorativas e até a proibição da venda de fogos com estampido no município. Para parte da população, sem controle e penalidades, a legislação perde a eficácia e não cumpre seu papel social.
Da redação – Jornal O Grito.
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