Adolescente inventa estupro e quase provoca linchamento de homem no Entorno do DF
O que começou como uma denúncia gravíssima de abuso sexual terminou em um inquérito por denunciação caluniosa em Cocalzinho de Goiás, no entorno do Distrito Federal. Uma adolescente de 13 anos admitiu ter inventado que foi estuprada por um homem de 46 anos, caso que mobilizou a polícia e quase resultou em uma tragédia em dezembro de 2025.
A Denúncia e a Revolta
O caso teve início quando a jovem relatou à mãe que teria sido vítima de abuso. Imediatamente, a responsável procurou a delegacia para registrar a ocorrência. Antes mesmo do avanço das investigações, familiares da adolescente divulgaram a foto do suposto agressor nas redes sociais.
A divulgação causou indignação na pequena cidade. Grupos de moradores se organizaram e foram à procura do homem com a intenção de agredi-lo. Temendo pela própria vida, o homem de 46 anos conseguiu fugir do município antes de ser alcançado pela multidão.
As Contradições
A Polícia Civil iniciou as diligências e logo notou inconsistências nos relatos. Pontos fundamentais da investigação desmentiram a versão da adolescente:
- Exames Médicos: Exames periciais realizados na jovem constataram que não houve qualquer tipo de abuso ou conjunção carnal.
- Câmeras de Segurança: Imagens de monitoramento mostraram que, no horário do suposto crime, a menina estava indo à casa do suspeito, entrando no imóvel e saindo minutos depois. Logo após, ela retorna ao local, chega a pular o muro da residência e sai novamente.
A Confissão
Diante das evidências técnicas, a polícia acionou o Conselho Tutelar para acompanhar um novo depoimento da menor. Durante a conversa, a adolescente confessou que a história era falsa e que havia inventado todo o relato.
Desfecho Jurídico
A Polícia Civil informou que o procedimento que apurava o suposto estupro foi arquivado. Em contrapartida, foi aberto um novo inquérito para apurar o ato infracional análogo ao crime de denunciação caluniosa praticado pela adolescente.
As autoridades alertam para o perigo do “justiçamento” e da divulgação de fotos de suspeitos sem a conclusão das investigações.
Da redação – Jornal O Grito.
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