Buscas por irmãos desaparecidos no Maranhão entram no 11º dia sem pistas concretas
Os irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos há 11 dias após saírem para brincar em uma área de mata no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no interior do Maranhão. O desaparecimento ocorreu na tarde de domingo, 4 de janeiro, e mobilizou uma grande força-tarefa de resgate.
Inicialmente, três crianças desapareceram na região, o que levou à mobilização imediata de familiares, moradores da comunidade e da Polícia Militar. Dois dias depois, um menino de 8 anos, primo dos irmãos, foi encontrado por produtores rurais, desorientado. Ele foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde segue internado sob cuidados médicos e psicológicos.
Com a localização do menino, as buscas passaram a se concentrar nos dois irmãos. No dia 8 de janeiro, equipes localizaram um calção e uma sandália em uma área de mata próxima ao local onde o primo foi encontrado. No mesmo dia, a Prefeitura de Bacabal anunciou uma recompensa de R$ 20 mil por informações que levassem ao paradeiro das crianças, mas, até o momento, nenhuma denúncia considerada relevante chegou às autoridades.
Nos dias seguintes, as buscas foram reforçadas com a participação de centenas de voluntários, além do Exército Brasileiro e do Batalhão Ambiental, que passaram a atuar a partir do sétimo dia de operação. Os trabalhos se concentram em áreas de mata fechada e de difícil acesso, incluindo regiões próximas a um lago indicado pelo menino encontrado.
No oitavo dia de buscas, novas peças de roupas infantis foram localizadas, mas a família informou posteriormente que os itens não pertencem às crianças desaparecidas. Em nota, o comandante da Polícia Militar do Maranhão afirmou que as buscas não serão interrompidas até que Ágatha e Allan sejam localizados.
Atualmente, cerca de 600 pessoas participam da operação, que ocorre 24 horas por dia, enquanto familiares e moradores aguardam por informações que possam levar ao desfecho do caso.
Da redação – Jornal O Grito.
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