Tarifa sobe, mas o respeito ao passageiro continua parado no ponto
O novo aumento na passagem do transporte do Entorno não chega como surpresa, chega como mais um capítulo de um problema antigo que parece não ter solução. Enquanto o valor sobe, a qualidade do serviço continua a mesma, ou até pior.
Quem depende do transporte todos os dias sabe bem: ônibus velhos, viagens longas, superlotação, atrasos e, não raro, veículos quebrando no meio do caminho. É uma rotina cansativa que já faz parte da vida de milhares de trabalhadores que precisam sair de cidades como Valparaíso de Goiás, Novo Gama, Cidade Ocidental e Luziânia rumo a Brasília.
O reajuste de 2,546%, que já está em vigor, atinge diretamente cerca de 380 mil pessoas. E o que mais incomoda não é apenas pagar mais é pagar mais sem ver qualquer melhora. A sensação é de abandono.
Não é de hoje que os passageiros reclamam. Falta manutenção, falta organização, falta respeito. Quando os ônibus quebram, quem paga o preço é o trabalhador, que chega atrasado, perde compromissos e ainda precisa ouvir que “faz parte”.
O problema não está só no valor da tarifa, mas na ausência de soluções concretas. Fala-se em consórcios, em projetos, em integração… mas, na prática, quem está no ponto continua esperando, muitas vezes, por horas.
No fim das contas, o aumento escancara uma realidade que já era conhecida: o transporte do Entorno segue caro, ineficiente e distante do que a população merece.
Da redação – Jornal O Grito.
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