Passagens caras e ônibus lotados impulsionam transporte pirata entre DF e Entorno
Quem depende do transporte público para sair do Entorno do Distrito Federal enfrenta uma rotina marcada por longas esperas, veículos lotados e preços cada vez mais altos. Em cidades como Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás e Novo Gama, a cena se repete diariamente: paradas cheias, mas poucos ônibus circulando.
Passageiros relatam esperar até mais de uma hora pelo coletivo. Quando ele finalmente chega, a realidade não melhora: veículos cheios e, muitas vezes, em condições precárias. “A gente fica aqui na parada direto. E quando chega, vem lotado. A qualidade é péssima”, relata um usuário.
O cenário se agravou após o reajuste das passagens, que entrou em vigor no último domingo (22). Em alguns casos, a tarifa ultrapassa os R$ 12, impactando diretamente mais de 380 mil trabalhadores que se deslocam diariamente entre Goiás e o Distrito Federal.
Diante da falta de opções, cresce o número de pessoas que recorrem ao transporte pirata. Mesmo sendo ilegal e oferecendo riscos, o serviço tem atraído usuários pela rapidez e maior frequência. Motoristas clandestinos têm se organizado em grupos de aplicativos de mensagens, onde divulgam rotas e horários para atender a demanda.
Morador de Cidade Ocidental, João Carlos trabalha no Guará e admite recorrer ao serviço irregular em situações de urgência. “Quando estou muito apressado ou quando o ônibus não está passando, acabo pegando o clandestino”, conta.
O crescimento do transporte irregular evidencia a necessidade urgente de melhorias no transporte público do Entorno, incluindo aumento da frota, qualidade dos veículos e tarifas mais acessíveis, para reduzir os riscos aos passageiros e oferecer uma alternativa segura e eficiente.
Da redação – Jornal O Grito.
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