Mulheres passam a integrar serviço militar inicial nas Forças Armadas pela primeira vez no Brasil
Acontece, na manhã desta segunda-feira (2), em Brasília, a primeira cerimônia de incorporação de mulheres no serviço militar inicial feminino. O evento é realizado no Comando Militar do Planalto, junto à tradicional incorporação masculina, e é presidido pelo ministro da Defesa, José Múcio.
Em todo o país, 1.467 mulheres vão ser incorporadas em 13 estados e no Distrito Federal. Elas serão distribuídas por 51 municípios.
Para as recém-incorporadas, o momento simboliza não apenas a realização de um sonho, mas também uma conquista pessoal e profissional.
“Era um sonho servir. Agora, estar aqui, incorporada, é uma conquista muito grande. Sei que será desafiador, mas também é uma oportunidade de crescimento, de aprendizado e de servir ao país”, destacou Eduarda Suzano, de 18 anos.
A candidata Danielly Oliveira Martins afirmou que a decisão de se alistar nasceu da inspiração dentro da própria família.
“Eu tenho um cunhado que serviu por oito anos, e percebi claramente a diferença quando ele saiu: estava mais focado e mais disciplinado. Então, eu decidi me alistar. Acredito que será um grande aprendizado”, destacou Danielly.
Ao término do vínculo, as voluntárias deixam o serviço ativo e passam à reserva não remunerada, sem direito à estabilidade.

O alistamento para o serviço militar feminino é voluntário, mas o serviço torna-se obrigatório para as mulheres após sua incorporação. São critérios para o alistamento:
- completar 18 anos em 2025 (nascidas em 2007);
- ter residência em um dos municípios tributários selecionados para o serviço militar feminino.
Veja como será a distribuição das 1.467 vagas para as mulheres:
- 157 para a Marinha;
- 1.010 para o Exército;
- 300 para a Aeronáutica.
Recrutamento
O início da formação básica, etapa comum ao serviço militar inicial, tem duração de três ou quatro meses, dependendo da carga horária de instrução militar.
Nesse período, as voluntarias passam por um processo de adaptação à rotina militar, que envolve horários rigorosos, treinamento físico, instrução no manuseio de armamentos, serviço de guarda no quartel, ordem unida (desfile militar) e atividades de campo de treinamento.
Concluída a formação básica, as incorporadas passam a desempenhar atividades administrativas e operacionais, conforme perfil, aptidão individual e necessidade de cada Força. As militares ocuparão a graduação de marinheiro-recruta, na Marinha, ou de soldado, no Exército e na Força Aérea.
Da redação – Jornal O Grito.
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