Prefeitos do Entorno do DF divulgam nota de repúdio após candidato com nanismo ser eliminado durante prova do TAF em concurso para delegado

Prefeitos de cidades do Entorno Sul do Distrito Federal se manifestaram nas redes sociais após o caso envolvendo o goiano Matheus Henrique Menezes, de 25 anos, que relatou ter sido vítima de discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais.

Entre os gestores que se posicionaram estão o prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto, e o prefeito de Valparaíso de Goiás, Marcus Vinícius. Ambos divulgaram notas de repúdio cobrando esclarecimentos e providências por parte da banca organizadora do certame.

Matheus, que tem nanismo, afirma que foi eliminado após não conseguir atingir o índice mínimo exigido na prova de impulsão horizontal, que exigia salto de 1,65 metro. Segundo ele, não houve adaptação do teste físico para sua condição, mesmo após solicitação feita à banca organizadora, a Fundação Getulio Vargas.

De acordo com o candidato, ele havia sido aprovado nas etapas teóricas do concurso, incluindo prova objetiva, discursiva e prova oral. A eliminação ocorreu na fase seguinte, durante o teste físico (TAF).

Nas redes sociais, o prefeito Diego Sorgatto afirmou que não poderia permanecer em silêncio diante do que classificou como uma injustiça. Segundo ele, Matheus chegou a trabalhar com ele em 2020 na Assembleia Legislativa.

Já o prefeito Marcus Vinícius também criticou a situação e destacou que concursos públicos devem garantir mérito, mas também justiça e equidade. Ele ressaltou que a falta de acessibilidade compromete a igualdade de condições na disputa.

Os gestores defenderam que casos como esse não podem ser ignorados e cobraram esclarecimentos da banca organizadora e das autoridades responsáveis pelo concurso.

Matheus também afirma que a situação viola a Constituição Federal e o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que prevê igualdade de oportunidades e a adoção de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência em processos seletivos.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e segue gerando debate sobre inclusão e acessibilidade em concursos públicos no país.

Da redação – Jornal O Grito.


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