A cavalo, delegado captura homem suspeito de agredir ex-companheira em Luziânia

Um delegado da Polícia Civil de Goiás (PCGO) utilizou um cavalo para localizar e prender um homem suspeito de agredir a ex-companheira, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. A captura ocorreu nesta segunda-feira (9), após o agente avistar o investigado em uma área de difícil acesso onde viaturas convencionais teriam dificuldade de transitar.

De acordo com as investigações, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento de aproximadamente dez anos, encerrado em dezembro de 2025. Desde então, ele vinha perseguindo a ex-companheira e comparecendo com frequência à residência dela sem autorização.

Na madrugada do dia dos fatos, o homem teria invadido novamente a casa da vítima e iniciado uma discussão. Durante a ação, ele passou a agredi-la fisicamente com socos, chutes e pisões. A mulher sofreu lesões no rosto e chegou a desmaiar devido à gravidade das agressões.

Ao tentar intervir para defender a filha, a mãe da vítima, uma idosa de 62 anos que possui dificuldade de mobilidade e utiliza bengala, também foi empurrada pelo suspeito.

Após o ocorrido, a vítima procurou a polícia, e equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Luziânia iniciaram diligências para localizar o agressor. Ao perceber a aproximação dos policiais, o homem fugiu montado a cavalo em direção a uma área de mata fechada.

Diante do terreno acidentado, o delegado Wallace Vieira conseguiu um cavalo emprestado em uma propriedade próxima e iniciou uma perseguição pela região de cerrado. Após algumas horas de buscas, os policiais conseguiram localizar e cercar o suspeito, o homem foi conduzido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Luziânia, onde foi autuado em flagrante.

Além das agressões físicas, ele também responderá pelo crime de perseguição (stalking), já que, conforme o relato da vítima, vinha monitorando e ameaçando a ex-companheira desde o término do relacionamento.

A mulher recebeu atendimento médico e medidas protetivas de urgência foram solicitadas ao Poder Judiciário. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Da redação – Jornal O Grito.


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