Técnica de enfermagem é presa ao tentar sair de maternidade com recém-nascida na bolsa

Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar levar uma recém-nascida dentro de uma bolsa em uma maternidade de Teresina (PI). Câmeras de segurança registraram a ação, que foi interrompida pela tia da bebê, que desconfiou da funcionária e conseguiu recuperar a criança.

A técnica de enfermagem, Auricélia Rocha, trabalhava na Maternidade Dona Evangelina Rosa havia pouco mais de dois anos. No dia do caso, porém, estava de folga.

Segundo as imagens, às 13h40 ela aparece com a bebê em um corredor do hospital. De acordo com a família, Auricélia disse à mãe da recém-nascida que precisava levar a criança para fazer exames, entre eles o teste do pezinho.

A movimentação chamou a atenção da tia da recém-nascida. Ela percebeu que a funcionária saiu de uma sala sem a criança à vista, carregava uma bolsa grande e seguiu em direção a um banheiro. Ao acompanhar a suspeita, encontrou a bebê escondida no interior da bolsa e pediu ajuda.

A intervenção impediu que a criança fosse retirada da maternidade. Não foram divulgadas informações sobre ferimentos, e a identidade da recém-nascida foi preservada.

Durante as buscas na casa da investigada, a polícia encontrou um quarto montado com berço, banheira, fraldas e roupas infantis. Familiares acreditavam que ela estivesse grávida, mas os investigadores informaram que não foram apresentados exames capazes de comprovar uma gestação.

Como a ocorrência não resultou em prisão em flagrante, a Justiça expediu posteriormente um mandado de prisão preventiva. A suspeita havia sido internada pela família em uma unidade psiquiátrica e foi presa após receber alta médica.

A defesa informou que a mulher apresenta sintomas psiquiátricos e faz uso de medicamentos. A Polícia Civil, porém, afirmou que a apuração ainda não identificou elementos suficientes para afastar a responsabilidade criminal. O caso é investigado como tentativa de sequestro e tramita sob sigilo para proteger a criança.

A maternidade informou possuir mecanismos de controle de acesso e afirmou que os protocolos internos relacionados ao episódio também estão sendo analisados.

Da redação – Jornal O Grito.


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