Ex-pastor que matou motorista de aplicativo no DF é condenado a 29 anos de prisão
Antônio Ailton da Silva, de 43 anos, foi condenado a 29 anos, 9 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato da motorista de aplicativo Ana Rosa Brandão. O julgamento ocorreu na manhã desta terça-feira (14), no Tribunal do Júri de Brasília.
Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e rejeitaram o pedido da defesa para desclassificar o crime para latrocínio ou homicídio simples.
O crime aconteceu em fevereiro de 2025. Segundo as investigações, o condenado solicitou uma corrida com a vítima e, durante o trajeto, anunciou um assalto. Ana Rosa foi atacada e morta, e o autor fugiu sem levar nenhum pertence. Diante disso, o caso deixou de ser tratado como latrocínio e passou a ser enquadrado como feminicídio.
De acordo com o processo, um dia antes do crime, Antônio Ailton já havia tentado matar a ex-companheira e uma amiga dela, no Recanto das Emas, motivo pelo qual já era procurado pela polícia. Ele foi localizado e preso pouco tempo depois.
Na sentença, o juiz destacou a gravidade do caso e afirmou que o crime foi brutal e premeditado. Segundo ele, o réu agiu com crueldade, demonstrando frieza e persistência na execução.
O Tribunal também considerou as consequências para a família da vítima. Conforme apontado, parentes chegaram a fazer contato com Ana Rosa por telefone logo após o crime, quando ela ainda agonizava.

Durante o julgamento, o filho da vítima afirmou que a condenação representa uma resposta da justiça, mas disse que a pena não é suficiente para reparar a perda da mãe e o sofrimento da família.
“Fico feliz por ele ter sido condenado, não vou mentir. A gente quer ver a pessoa pagando pelos crimes dela. Mas não é suficiente, é uma pena pequena. Poderia ter sido maior. Não vai amenizar a dor, não vai fazer ser justo, nem equilibrar o peso do que foi feito”, afirmou.
Da redação – Jornal O Grito.
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