Rodoviários do DF promovem assembleia neste domingo para decidir sobre greve

Os rodoviários do Distrito Federal se reunirão em assembleia neste domingo (27/9) para discutir sobre a deliberação de greve a partir de segunda-feira (28/9). Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF, os representantes das empresas apresentaram uma proposta patronal final, considerada insuficiente.

A rodada de negociações iniciou-se em 19 de julho, com as reivindicações enviadas às empresas e ao GDF. Foram mais de 10 tratativas entre as partes. De um lado, o sindicato profissional evitou inicialmente a apresentação de números concretos, sob o argumento de que seria necessário consultar a categoria, visitar as bases e compreender as expectativas dos trabalhadores; de outro, as empresas solicitaram a apresentação de parâmetros objetivos que permitissem uma avaliação e o efetivo avanço das tratativas.

O Sindicato dos Rodoviários propôs reajuste salarial de 8%, 10% para os benefícios alimentares e 12% em relação ao plano de saúde, acompanhados da possibilidade de deflagração de greve. Em contraproposta, as concessionárias sugeriram 4,11% para reajuste salarial com ganho real. Também foi proposto reajuste superior à inflação, além da criação de novo benefício no valor de R$ 500 no mês de aniversário do empregado. Houve, ainda, proposta de duplicação do capital do seguro de vida, atualmente em aproximadamente vinte e quatro mil reais, para cerca de quarenta e oito mil reais.

Nessa sexta-feira (25/9), as empresas formalizaram por escrito a proposta final: reajuste salarial de 5,5%, de 6% sobre o valor vigente do ticket refeição-alimentação — o mesmo percentual abrangeria a cesta-básica, acrescida de cesta-básica adicional no mês de aniversário do empregado. As concessionárias sugeriram ainda a correção de 11,88% sobre os valores vigentes do auxílio saúde e do plano odontológico; aplicação de reajuste de 100% dos valores atualmente previstos para as coberturas do seguro de vida em grupo; garantia de manutenção dos postos de trabalho destinados à função de cobrador; e pagamento das diferenças salariais retroativas. O sindicato rejeitou.


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