Recém-nascido carbonizado no DF: exame do IML aponta que bebê nasceu vivo
Exames realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) apontam que o bebê encontrado carbonizado no Recanto das Emas, na última sexta-feira (25), nasceu com vida. No entanto, segundo o delegado Zander Vieira Pacheco, responsável pelas investigações, a criança já estava morta no momento em que o corpo foi queimado.

Até o momento, a perícia médica não conseguiu determinar a causa exata nem o momento preciso do óbito, sabendo-se apenas que a morte ocorreu antes do início do incêndio. A constatação do IML diverge do depoimento prestado pela mãe, Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, que alegou aos investigadores ter sofrido um aborto espontâneo.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que Luana transportou o corpo da criança em uma sacola até um ponto de descarte de lixo, localizado a cerca de 50 metros da residência onde morava com o companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, de 56 anos.
Na última segunda-feira (28), a Polícia Civil identificou o homem que aparece nas imagens de circuito de segurança ateando fogo ao monte de entulho onde a criança havia sido deixada. Segundo a corporação, trata-se de um morador da região que tem o costume de queimar montões de lixo nas proximidades de sua residência para evitar a proliferação de roedores.
Nas gravações, o morador surge de bermuda, boné e sem camisa, aproxima-se do local, deposita mais alguns objetos sobre o lixo e ateia fogo, retornando em seguida pelo mesmo caminho. O homem foi ouvido pelas autoridades e liberado logo em seguida, após prestar esclarecimentos.
A mãe do bebê e o companheiro foram autuados pelo crime de infanticídio. Durante audiência de custódia realizada no sábado (26), a Justiça concedeu liberdade provisória a Luana da Silveira Fonseca. Já Wellington Ferreira da Cruz teve a prisão mantida e segue detido à disposição do Poder Judiciário. O caso continua sob apuração para determinar as circunstâncias exatas da morte da criança.
Da redação – Jornal O Grito.
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