Polícia Civil e Conselho tutelar investigam suposta venda de virgindade em Cidade Ocidental
Uma mãe, supostamente teria tentado vender a virgindade da filha de 14 anos para um homem de idade, em Cidade Ocidental (GO). Segundo o conselho tutelar, que recebeu a denúncia em 29 de outubro, o caso veio à tona de forma anônima, após a menina pedir ajuda a uma amiga por mensagens no WhatsApp.
A adolescente era moradora do Amapá, e veio para Cidade Ocidental morar com a mãe e o padrasto há aproximadamente dois anos. De acordo com o Conselho Tutelar de Cidade Ocidental, o caso tem muitas pontas soltas, porém, a denúncia foi encaminhada para a Polícia Civil.
Na primeira versão do caso, a mãe teria negociado a virgindade da filha para um colega de trabalho do marido, um senhor mais velho que ficou interessado na menor. Em troca do abuso, a menina receberia um celular, mas não foi informado qual benefício a mulher receberia.
Porém, em conversas com a psicóloga e com as conselheiras, a menina teria trocado a versão na manhã desta quinta-feira (11). “A adolescente contou que mandou as mensagens por estar chateada com a mãe. Ela disse que foi uma forma de prejudicar a mãe depois de ter deixado ela com os avós após a separação”, afirma a conselheira.
Após a separação dos pais, a adolescente morava com os avós maternos no Amapá, onde segundo ela, sofreu abusos pelo irmão, avô e tio.
Nas mensagens que a vítima trocou com a amiga no WhatsApp, ela relata que o abusador teria ido a casa negociar com a mãe. “Ela quer que eu durma com ele…Pra ele tirar minha virgindade”, afirma. Posteriormente os responsáveis pela adolescente teriam deixado ela sozinha na residência com o homem de idade.
O caso está sendo investigado pela 5° Delegacia Regional de Polícia de Cidade Ocidental, onde o celular usado para a denúncia foi apreendido. Até a publicação desta matéria, a Polícia Civil não retornou o contato da equipe do jornal O Grito.
A menor foi encaminhada para acompanhamento psicológico e optou por permanecer morando junto à mãe e ao padrasto, pois não se sente ameaçada na própria casa.
Da redação – Jornal O Grito.

