Cidade Ocidental precisa de união na candidatura de quem reúne reais chances de vitória; não de vaidades políticas
É preciso ser direto: entre os nomes de Cidade Ocidental que almejam disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás, apenas o ex-prefeito Fábio Correa reúne condições reais de vitória. Negar isso é ignorar a realidade política. Os demais candidatos, ainda que legitimamente no direito de concorrer, acabam contribuindo mais para a divisão do eleitorado do que para a construção de uma alternativa viável.
E essa fragmentação cobra um preço alto — não de um candidato específico, mas de toda a população.
Existe um discurso recorrente de que cidades vizinhas como Valparaíso de Goiás, Luziânia e Novo Gama estão mais desenvolvidas. Mas essa comparação, muitas vezes, é feita de forma superficial. O que poucos dizem com clareza é o fator determinante por trás dessa diferença: representatividade política.
Valparaíso de Goiás tem presença ativa nas esferas estadual e federal. Luziânia conta com múltiplos representantes. Novo Gama, em diferentes momentos, também garantiu seu espaço na Assembleia Legislativa. E Cidade Ocidental? Permanece à margem, sem voz direta nas decisões que definem o destino de recursos e investimentos.
O resultado disso não poderia ser diferente: enquanto outras cidades avançam, Cidade Ocidental recebe migalhas — geralmente liberadas em períodos estratégicos, como épocas eleitorais.
Diante desse cenário, insistir em projetos individuais soa mais como vaidade do que compromisso com a população. A política não pode ser tratada como palco de ego quando o que está em jogo é o futuro de uma cidade inteira.
A verdade é simples e incômoda: ou há união em torno de um projeto com reais chances de vitória, ou Cidade Ocidental continuará ficando para trás.
Enquanto isso, a população segue convivendo com problemas antigos e já conhecidos — ruas em condições precárias, falta de estrutura na saúde, transporte público deficiente. Não são questões ideológicas, são necessidades básicas que seguem sem solução.
Chegou a hora de fazer uma escolha madura. Menos vaidade, mais responsabilidade. Menos disputa interna, mais compromisso coletivo. Porque, no fim, não se trata de quem ganha a eleição — trata-se de quem ganha ou perde com ela: a população.
Diego Alves – Jornal O Grito.
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