Alta no mercado: feijão, tomate e cenoura chegam a R$12 e assustam consumidores
Ir ao mercado tem se tornado um desafio crescente para os brasileiros. Nos últimos meses, itens básicos como feijão carioca, tomate, cenoura, cebola e batata inglesa registraram aumentos significativos, impactando diretamente o orçamento doméstico.
Na Cidade Ocidental, por exemplo, o preço do feijão carioca apresenta grande oscilação, variando entre R$ 8 e R$ 12, dependendo do estabelecimento. A cenoura já atinge a marca dos R$ 12, enquanto o tomate oscila em torno de R$ 11. Outros itens essenciais, como frutas e cebola, acompanham a tendência de alta.
De acordo com dados do IPCA-15, o feijão carioca consolidou-se como um dos principais vilões da inflação alimentar, acumulando uma alta de 19,69% nos últimos 12 meses. Somente em fevereiro, o produto subiu cerca de 11%, confirmando uma trajetória ascendente que preocupa o setor.
Especialistas apontam que essa escalada de preços está atrelada a uma combinação de fatores: condições climáticas adversas, que prejudicam as safras, e a elevação nos custos de logística e transporte.
Um estudo recente da ACT Promoção da Saúde reforça o cenário crítico: em 20 anos, os preços dos alimentos subiram bem acima da inflação geral (medida pelo IPCA). Desde 2006, enquanto a inflação acumulada foi de 186,6%, o custo dos alimentos disparou 302,6%.
Diante desse cenário, os consumidores foram forçados a mudar de hábitos. A pesquisa minuciosa de preços entre diferentes redes de supermercados tornou-se regra, já que a variação pode ser determinante para fechar a conta no fim do mês.
A inflação dos alimentos atinge, sobretudo, as famílias de menor renda, que destinam uma fatia cada vez maior do orçamento à subsistência básica. Para muitos, a única alternativa tem sido reduzir as porções ou substituir produtos tradicionais por opções mais acessíveis para tentar equilibrar as contas.
Da redação – Jornal O Grito.
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