Goiás soma 115 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
O avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem preocupado autoridades de saúde em Goiás e no Distrito Federal.
Segundo o secretário de Saúde de Goiás, Rasível Santos, o estado já registrou 115 mortes relacionadas a síndromes respiratórias causadas por vírus como adenovírus, rinovírus, vírus sincicial respiratório e influenza. Atualmente, o rinovírus apresenta alta circulação, enquanto os casos de gripe seguem em curva de crescimento.
Um dos principais pontos de atenção é a disseminação da influenza A H3N2, especificamente o subclado K, considerado mais transmissível. Esta variante já foi identificada em cidades como Caldas Novas, Anápolis e Itumbiara, o que acende o sinal vermelho para a rápida propagação em outras regiões do estado.
No Distrito Federal, o cenário também exige atenção. De acordo com o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a capital federal permanece em nível de alerta, acompanhando a tendência nacional de alta. Desde o início do ano, o DF já contabilizou 1.445 casos de SRAG. A maioria das ocorrências está ligada a vírus como rinovírus, metapneumovírus e vírus sincicial respiratório, que somam 56,8% dos registros. A influenza responde por 3,5% e a Covid-19 por 2%, enquanto uma parte dos agentes causadores ainda segue sob investigação laboratorial.
A Secretaria de Saúde (SES-DF) confirmou seis casos da Gripe K (H3N2 subclado K), uma variante da influenza conhecida por sua alta transmissibilidade. Entre os pacientes diagnosticados, uma adolescente de 17 anos não resistiu às complicações da doença e faleceu.
Diante desse cenário, as autoridades de saúde reforçam a importância da prevenção. A vacinação contra a gripe continua sendo uma das principais formas de evitar casos graves e óbitos. Além disso, medidas simples seguem sendo fundamentais, como higienizar as mãos com frequência, evitar locais fechados e com aglomeração, e usar máscara em caso de sintomas gripais.
Pessoas com sinais de gripe, como febre, tosse, dor no corpo e cansaço, devem evitar contato com outras pessoas, especialmente idosos e crianças, e procurar uma unidade de saúde se houver agravamento dos sintomas.
Da redação – Jornal O Grito.
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